terça-feira, 16 de junho de 2009

Mulheres são como maçãs...


Quem deu a definição das mulheres-maçãs, dizem que foi o Machado de Assis, mas nunca se sabe...

Diz o suposto autor: "mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas porque têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de conseguir. Assim, as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, eles estão errados. Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore"

É fácil concordar com a teoria das maçãs, de que os homens é que estão errados.
Entretanto, quando a gente começa a pensar nas maçãs do topo que conhecemos, fica difícil encarar a teoria como resposta para a tempestade sentimental que aflige tantas mulheres-maçãs hoje em dia.

Explica-se. Quando um homem se depara com uma mulher-maçã, em geral, o sentimento é de tristeza. Porque mesmo quando não se tem condições de sequer ousar escalar a árvore, frente a tão reluzente maçã, no fundo eles sabem: lá do topo, a maçã perde de aproveitar e usufruir da própria vida, fica vendo o mundo passar, olhando para o chão à espera do alpinista valente – ou do príncipe encantado, se preferir.

Poucas coisas são tão deprimentes quanto encontrar uma mulher maravilhosa reclamando sobre relacionamentos sem-pé-nem-cabeça.

É uma questão de escolha da maçã, uma escolha só dela. Cada uma sabe o que faz, imagine-se. Mas isso não tira o direito de ser deprimente.

Elas podem estar certas em não se deixar levar por qualquer alpinista de árvore, porém, é preciso repensar o escopo de visão dessas maçãs do topo.

Quem gosta de observar o comportamento humano pode constatar um fato assustador: a cada dia, aumenta exponencialmente a quantidade de mulheres maravilhosas que não consegue encontrar um pessoa interessante o suficiente para compartilhar bons momentos, com ou sem compromissos.

E quando acham que encontram, comumente ocorre duas coisas: 1) a recíproca não é verdadeira e elas não são valorizadas como deveriam, ou seja, como maçãs do topo; ou 2) em pouco tempo percebem que o alpinista valente não escalou árvore coisa alguma, chegou de pára-quedas.

Com o tempo, as maçãs do topo terminam cansando de esperar. Apodrecem no galho e, de tanto olhar os valentões colhendo apenas as maçãs podres do chão, elas se sacodem e se atiram ao chão, para ver se são colhidas também, às vezes por qualquer um. E depois se arrependem – mas isso elas nunca contam.

Não percebem que, às vezes, os homens com medo de altura são tomados por uma pretensão desconhecida, um coragem inexplicável racionalmente, e arriscam escalar a árvore. Escalam escondidos, com medo, devagar, mas escalam.

Desconfiados de que não colherão fruto algum, pois, afinal, não se acham valentes o bastante para desfrutar as do topo. Caem várias vezes. Tentam novamente, caem de novo. É que geralmente são inseguros para competir com os valentões (imaginários) que as maçãs do topo tanto esperam.

O maior problema das mulheres-maçãs é que, aparentemente, elas não percebem que o tempo passa, o tempo voa. Cedo ou tarde, maçãs também apodrecem, às vezes sem nem cair no chão. Mais cedo do que tarde. Por isso também é comum que alguém chegue ao topo e não encontre uma maçã.

É que não são apenas maçãs do topo que cansam de esperar. Os alpinistas também cansam de procurar e de serem empurrados árvore abaixo.

Pensemos...

Um comentário:

Lu Pires disse...

Olá amigo, quero que saibas alguém leu isso antes da sua POSTERIDADE!!!Vim buscar este poema de Machado de Assis para apresentar a essas maçãs do topo (muitas de minhas amigas) e publicar o POST ツ HITCH … Conselheira amorosA http://fiohnna.blogspot.com/2009/09/hitch-conselheira-amorosa.html Concordo com tudo que dissestes. Namaste!