domingo, 9 de maio de 2010

Nobody's Home


Eu não poderia te dizer por que ela se sentiu daquela maneira
Ela sentiu isso todos os dias
E eu não pude ajudá-la
Eu só a ví cometer os mesmos erros novamente

O que está errado, o que está errado agora?
Muitos, muitos problemas
Eu não sei de onde ela veio
De onde ela veio

Ela quer ir pra casa, mas ninguém está em casa
É onde ela se encontra, arrasada por dentro
Não há lugar pra ir, não há lugar pra ir
Secar suas lágrimas, arrasada por dentro

Abra os seus olhos
E olhe ao seu redor
Encontre as razões
Você foi rejeitada
E agora você não consegue encontrar
O que você deixou pra trás

Seja forte, seja forte agora
Muitos, muitos problemas
Eu não sei de onde ela veio
De onde ela veio

Seus sentimentos ela esconde
Seus sonhos ela não consegue encontrar
Ela está perdendo a cabeça
Ela foi deixada pra trás
Ela não consegue achar seu lugar
Ela está perdendo a sua fé
Ela caiu em desgraça
Ela está por todos os lados

Ela está perdida por dentro, perdida por dentro

sexta-feira, 5 de março de 2010

Vida Nova, Velhos Vícios


Vida nova, velhos vícios
A luz da selva, esconde
Os pontos claros das estrelas
A lua me responde

Na janela, vejo a imagem
Das brasas do cigarro
Que eu acendo enquanto penso
Na pureza de seus passos

Eu posso até fazer as coisas meio desligado
Mas mesmo assim eu ainda faço

Minutos preciosos
Em cinzeiro branco

De um mar qualquer, qualquer olhar
Ainda sinto o efeito do pisar
Das minhas palavras frias ao te amar

Chegamos ao ponto que nao voltamos mais
Com um beco em nossas vidas
Não me ame nunca mais
Nunca olhe para trás, nunca olhe para trás

(Supersonique)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Remar junto


"Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou (...). Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia (...). Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar."

Caio Abreu

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Pareço contigo
Normal e do avesso
Vamos seguir o caminho seguro
Pra continuarmos assim no futuro

Pareço contigo
Sem mais nem porquê
Vamos seguir nossas pistas
Com toda a incerteza
Pra continuarmos felizes à mesa

Eu dou um valor absurdo na vida
Ela me traz bem mais que alegria
Traz alguém pro meu sozinho
Você às seis e trinta

Pareço contigo
De olhos fechados
Vamos seguir no escuro
Sonhando acordados
Pra nunca deixar nossa luz se apagar

A gente se parece tanto
A gente está só começando
A gente vai se conhecendo
E vê que ainda não sabe nada
A gente só quer ser feliz
Um mundo mais equilibrado
A gente esquece que o amor
É tudo e não nos cobra nada

Eu dou um valor absurdo na vida
Ela me traz bem mais que alegria
Traz alguém pro meu sozinho
Você às seis e trinta

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Não concluo nada

"Você acha mesmo a minha tosse intolerável? Eu estava dizendo, o que é mesmo que eu estava dizendo? Ah: sabe, entre duas pessoas essas coisas sempre devem ser ditas, o fato de você achar minha tosse intolerável, por exemplo, eu poderia me aprofundar nisso e concluir que você não gosta de mim o suficiente, porque se você gostasse, gostaria também da minha tosse, dos meus dentes escuros, mas não aprofundando não concluo nada, fico só querendo te dizer de como eu te esperava quando a gente marcava qualquer coisa, de como eu olhava o relógio e andava de lá pra cá sem pensar definidamente e nada, mas não, não é isso, eu ainda queria chegar mais perto daquilo que está lá no centro e que um diadestes eu descobri existindo, porque eu nem supunha que existisse, acho que foi o fato de pensar em você partir que me fez descobrir tantas coisas"

Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O que eu odeio em você


Eu odeio todos os lábios que te beijaram antes de mim
Odeio todos os lençóis que tiveram o seu suor misturado com outros que não o meu
Odeio os sorrisos que outras te arrancaram
Odeio saber que você não foi somente meu a vida inteira
Odeio imaginar que você já amou alguém e que deveriam ter uma música só dos dois,
e mais um monte de outras coisinhas tolas de namorado
Odeio todas as mãos que se entrelaçaram às suas,
e todas as histórias de amor que você viveu das quais eu não era protagonista
Odeio todos os lugares que você frequentou com outras garotas,
e todos os perfumes que elas usavam
Eu sei que é besteira minha, que tudo é passado,
mas eu odeio mesmo assim.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

"Se quiser eu piro, e imagino ele de capa de gabardine, chapéu molhado, barba de dois dias, cigarro no canto da boca, bem noir. Mas isso é filme, ele não. Ele é de um jeito que ainda não sei, porque nem vi. Vai olhar direto para mim. Ele vai sentar na minha mesa, me olhar no olho, pegar na minha mão, encostar seu joelho quente na minha coxa fria e dizer: vem comigo. É por ele que eu venho aqui, boy, quase toda noite. Não por você, por outros como você. Pra ele, me guardo. Ria de mim, mas estou aqui parada, bêbada, pateta e ridícula, só porque no meio desse lixo todo procuro o verdadeiro amor. Cuidado comigo: um dia encontro."